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Capuleto

O despertar de um amor, um olhar, uma fagulha. Quem nunca viveu um amor impossível? Quem nunca quis superar as barreiras do tempo, do espaço, das conveniências e obrigações?

Nessa história William se apaixona por uma estrela distante, Julieta, que se torna a única estrela de seu céu. Esse amor o completa, mas o divide. Assim como a lua, linda e brilhante, mas apenas refletindo a luz, sem brilho próprio. Diversas situações afastam o casal: a guerra, os interesses familiares, as obrigações… Mas o amor resiste. Cada um partiu com um pedacinho do outro, e assim tentam cuidar de si e da lembrança dos breves momentos que compartilharam.
Mas seria muito fácil e óbvio acreditar que eles se encontraram depois da guerra e “viveram felizes para sempre”. Muitas coisas aconteceram nesse interim, e afetaram o destino de Julieta e William. Há um noivo que não a merece, há o melhor amigo de William que, ao proteger Julieta durante esse tempo, acaba se aproximando demais. E, se nós, aqui de fora, nos apaixonamos por Julieta, uma moça talentosa, forte, determinada, querida e com uma beleza deslumbrante, imagine todos os outros homens do livro?!
Nessa toada, Bella Borges nos conduz por uma caminho de fantasia, por sentimentos nobres, por saudades, por conflitos íntimos dos personagens. Dançamos a música de Julieta, cavalgamos para a guerra, sentimos a dor desse casal separado pelo espaco e pela ameaça de tantas batalhas. E nos revigoramos com seus encontros e desencontros, num bailado intenso e, paradoxalmente, sutil. E Bella nos prende nessa trama, nos apaixonando pouco a pouco pelos personagens.
Capuleto é um livro inquietante, que traz à tona sentimentos já esquecidos por nosso coração cansado, calejado pelo tempo e pelas desilusões. Mas haja o que houver, não perdemos a capacidade de sonhar e de amar, apenas precisamos despertá-las de vez em quando. Quando nosso coração começa a bater no compasso de Julieta e William, acordamos. Acordamos para o amor, acordamos dispostos a lutar, a desafiar o mundo e a nós mesmos. E a vida pulsa novamente, no interior de cada um de nós, que vivemos – ou pretendemos viver- um grande amor. Haja o que houver (Come what may)
A história de Julieta e William retrata esse desejo de lutar, essa avalanche de sentimentos que chegam com o amor. Especialmente um amor tao puro como esse – uma força da natureza. Um amor do qual temos saudades. Talvez você tenha vivido um grande amor assim, mas não conseguiu vencer os obstáculos impostos pela vida, talvez você ainda nem conheça o que é um grande amor. Em ambos os casos, Capuleto lhe dá uma segunda chance de sentir: a chance de viver nos olhos de William e na dança de Julieta, nas lágrimas e sorrisos que virão, a chance de sentir de novo o que é um grande amor.